o salto sobre
obstáculos
O termo genérico hipismo engloba várias modalidades de esportes equestres conhecidos como Equitação Inglesa ou Hipismo Clássico. No Brasil, as pessoas usam erroneamente o termo para descrever exclusivamente as provas de salto. As três modalidades são geridas no Brasil pela CBH (Confederação Brasileira de Hipismo) e em nível mundial pela FEI (Federação Equestre Internacional). |
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Uma
característica particular do hipismo é que homens e mulheres podem competir
juntos com as mesmas possilidades de vitória, diferentemente de outros
esportes, em que a performance masculina é
superior devido à maior força
física. Além da categoria da amazona ou
do cavaleiro e da integração entre animal e condutor, o importante é
contar com uma montaria saudável e bem condicionada. |
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Neste artigo, vamos discutir o mais popular dos três esportes: o salto de obstáculos, que deriva das corridas de cavalos sobre obstáculos, conhecidas como Steeplechase e das antigas caçadas à raposa, que eram feitas desde os tempos medievais na Inglaterra, que tinham grande popularidade junto aos nobres entre 1800 e 1900. A indumentária de competição dos cavaleiros é adaptação, que muito se parece com as gravuras dessa época e é conservada até hoje, mantendo a classe que o esporte evoca. Os cavalos utilizados na época eram grandes mestiços conhecidos como hunters e a ideia era perseguir a raposa, passando em linha reta pêlos obstáculos naturais, ou não, que fossem aparecendo à frente dos cavaleiros. |
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Com
o passar dos tempos, as propriedades foram sendo protegidas com cercas impossíveis de ser saltadas e o esporte
acabou sendo adaptado para uma arena
fechada, na qual, no início, os obstáculos eram naturais e não eram
facilmente derrubados (em geral, quem caía era o cavalo). A primeira prova
oficial de salto sobre obstáculos, como conhecemos nos moldes atuais, foi em
1876, na Inglaterra. Posteriormente, os obstáculos
foram ficando bem mais delicados e a
disposição dos mesmos cada vez mais complicada,
obrigando os cavaleiros a treinar seus cavalos para ser cuidadosos e não
tocarem nos obstáculos. O hipismo fez parte do programa da primeira Olimpíada
da Era Moderna, em 1896, em Atenas, como
esporte de demonstração. |
Entretanto, somente foi incorporado
definitivamente aos Jogos Olímpicos em
1912, em Estocolmo. No salto de obstáculos moderno, o conjunto (cavalo + cavaleiro) é testado contra o tempo em percurso com 12 a 14 obstáculos, em média. Esse percurso destina-se a demonstrar franqueza, potência, habilidade, respeito pelo cavalo ao obstáculo e a qualidade da equitação do cavaleiro. Esse percurso é sempre diferente e montado por um profissional chamado 'armador' ou course designer, que, em geral, não pode saltar na prova. Existe tempo máximo para o cavaleiro terminar seu percurso. Acima desse tempo, ele é penalizado e, se o tempo-limite for excedido, o cavaleiro é eliminado. |
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Mesmo em provas de nível olímpico, nenhum obstáculo pode exceder 1,70 m em altura nem pode exceder 2 m em largura (com exceção do obstáculo de água conhecido como 'rio', que não pode exceder 4,50 m largura e de provas de salto em altura conhecidas como potências, nessas provas, os animais chegam a saltar obstáculos de mais de 2,00 m de altura). As
competições oficiais geralmente são de três dias seguidos com três tipos de provas diferentes e é feita a somatória das
pontuações obtidas para chegar ao campeão
do evento. |
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O 'laço', ou seja, o cavaleiro fazer uma volta durante o percurso antes ou depois de um salto e passar
sobre sua própria trilha é considerado como refugo. Dois refugos ou uma queda
de cavalo ou cavaleiro acarretam eliminação do conjunto. Existem ainda penalizações por tempo excedido. |
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Em geral, esse tipo de prova ocorre em eventos, como feiras e exposições, para manter o
interesse
do público na competição.Em relação aos obstáculos, existem os básicos, que seriam
os verticais e os oxers, as paralelas, e as tríplices, que são os obstáculos em largura.
Os oxers são obstáculos em largura em que a vara da saída do salto fica mais
alta do que a vara de entrada, facilitando a visão do animal. A paralela tem as duas varas, de
entrada e saída na mesma altura, e a tríplice é um obstáculo com três níveis
de altura diferentes de maneira ascendente, sendo geralmente o obstáculo com maior
largura da pista. Um último tipo, utilizado só em provas mais avançadas, é o rio, obstáculo que simula espelho de água, em que o cavalo deve saltar toda sua extensão sem tocar na água ou na faixa que delimita o final da largura do mesmo. |
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Os pára-flancos que sustentam
os obstáculos, as varas que os formam e os ganchos nos quais os mesmos são apoiados seguem regras expressas da
FEI em termos de peso, curvatura e material de construção. Nos obstáculos de largura, são exigidos ganchos especiais, chamados
de ganchos de segurança, que se desarmam e deixam
a vara cair, no caso de o cavalo não
conseguir cumprir a largura do obstáculo, evitando que o animal se enrosque nas varas e possa cair ao aterrissar sobre a vara de saída da largura. Esse modelo
de gancho foi uma das maiores evoluções em
termo de segurança no salto de
obstáculos nos últimos dez anos. Embora sejam relevantes os tipos de obstáculo, é de grande importante a disposição dos mesmos. Além dos obstáculos isolados, também são dispostos na pista obstáculos denominados 'compostos', que podem ser duplos ou triplos. Esses obstáculos são dispostos em linha com separação de um ou dois galopes do cavalo entre eles e, em caso de refugo do segundo ou terceiro, obrigam o cavaleiro a retomar sua tentativa desde o primeiro elemento. |
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Praticamente, qualquer combinação dos citados obstáculos acima pode ser montada em um duplo ou triplo. A maneira que os obstáculos são posicionados pelo armador de percursos também varia
conforme o tipo de prova. Provas de velocidade exigem opções de curvas fechadas
e exploram a delicadeza dos obstáculos, que são derrubados com facilidade em
grande velocidade. |
O uniforme segue a linha das caçadas inglesas, em que as casacas podem ser pretas, azuis, cinzas e vermelhas. No caso da equipe brasileira, é permitida a casaca verde da CBH. Os culotes podem ser brancos ou beges. Camisas preferentemente brancas com gola obrigatoriamente branca. As botas só podem ser negras, permitindo-se tarja marrom no cano, que em geral é usada quando se usa a casaca vermelha. Luvas são opcionais e podem ser de qualquer cor. Os capacetes (ou quepes) podem ser de cores escuras, como preta, marrom escura, cinza ou azul marinho. Atualmente, os capacetes devem ser certificados e comprovar sua capacidade de absorção de choques para ter sua venda liberada na Europa e nos Estados Unidos. Para crianças e adultos que queiram, existem modelos de coletes com proteção para costelas e coluna, permitidos nas provas oficiais. |
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As
categorias oficiais da CBH que competem em
salto de obstáculos são muitas, uma vez que este é um esporte que se
pode praticar em qualquer idade, desde a mais
tenra até as mais avançadas. As principais categorias são sem divisão por
sexo. Os competidores são separados conforme a idade: • Mini-mirim (oito a 12 anos), • Mirim (12a 14), • Juniores (14 a 18) • Seniores (acima de 18). As entidades que dirigem o esporte costumam utilizar também as seguintes subdivisões: • Principiantes, • Aspirantes, • Infantis, • Juvenis, • Jovens Cavaleiros, • Seniores Novos, • Masters e • Amadores. |
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![]() Rodrigo Pessoa e Baloubet du Rouet |
Vários brasileiros conquistaram destaque no
esporte, como Nelson Pessoa, Luiz Felipe Azevedo, Vítor Alves Teixeira, André Bier Johannpeter,
Álvaro Affonso de Miranda
Neto e Bernardo Alves Rezende.
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matériaescrita por Adriana Busato - Médica Veterinária e extraida da publicação " Noticiário Tortuga " Veículode comunicação de Tortuga Cia. Zootécnica Agrária |